quarta-feira, 12 de setembro de 2007

a mão (suja) na consciência

Qual não foi minha surpresa ao chegar a casa e deparar com a manchete: "Senado absolve Renan Calheiros por 40 votos a 35"

Não sei se a corja que ocupa as cadeiras compadeceu-se do seu colega ainda presidente do senado, se os votos foram comprados, se os senadores já estão tão acostumados com esta sujeira que não acham que seja digna de condenação, ou se é tudo farinha do mesmo saco.

Em nota publicada li sobre as atitudes de vários partidos perante a votação: alguns orientando a votar pela cassação, outros pela absolvição, os demais que sequer se pronunciaram.
Mas o posicionamento que mais surpreendeu-me foi o do PT. A líder petista no senado (Ideli Salvatti - alucinada grevista catarinense, que já incomodou bastante em minha Universidade) disse aos parlamentares para que votassem de acordo com suas consciências.

Que senador ainda tem alguma consciência dentro de si ?
Tudo bem, sejamos mais amenos.
Algum resquício de bom senso ?
Escrúpulos, quem sabe ?
Tive que rir para não chorar.

Como se não bastasse, ainda deparei-me com uma declaração do próprio Renan Calheiros, dizendo que renunciar a presidência do senado seria 'um desrespeito'.
Só se fosse um desrespeito ao seu próprio bolso.

Pior é saber que isso tudo é nossa responsabilidade, afinal, fomos "nós" que elegemos quem hoje nos onera.
É o governo colocando o velho e conhecido nariz de palhaço no povo brasileiro.

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comentário pos morten: patético foi ver o escândalo dos deputados para assistirem a votação pela cassação do Calhorda, digo, Calheiros.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

barulhentos

Acho que minha obsessão esta alcançando níveis estratosféricos.

Agora minha mais nova irritação são os barulhos.
Barulho de gente. Barulho que tira do sério.

Às vezes parece-me que as pessoas não sabem fazer nada sem que vire um escarcéu.
Já me perguntei se não fazem apenas pra chamar atenção, e caso afirmativo, a minha é a primeira alcançada.

Nesta semana foram três situações em que me senti encurralada.
Tem gente que vai rir, tem gente que vai fechar a janela e pensar que sou um caso perdido, tem gente que vai ler e vai achar estúpido, outros vão pensar que eu estou ainda mais louca. Anyway, estou mais preocupada com os barulhos que com as opiniões. (mas não esqueça de comentar !!!)

A primeira foi andando na rua. Sozinha e tranqüila. De repente começo a ouvir um barulho de passos, combinado com o esfregar de uma jaqueta e de algo chacoalhando numa mochila. Não virei a cabeça. Passados 5 minutos eu estava quase enlouquecendo. É como aquele barulho de torneira pingando que não deixa o pato Donald dormir.
Tentei desesperadamente fugir do meu companheiro de calçada, mas atravessei a rua e ele foi atrás, virei em uma esquina, e não consegui me livrar dele. Parecia praga. Enfim, libertei-me quando cheguei ao local que procurava.

Na segunda situação, lá estava eu almoçando. Conversando baixinho, no melhor tom de restaurante. Aí o engraçadinho de uma mesa busca alguma inspiração e começa a fazer piadinhas. Não ouço as piadas, e mesmo que ouvisse, tenho certeza que não acharia graça em nenhuma delas, mas quem estava na mesa dele, achou. E riu. Céus, como riram.
Ali tive a impressão de que era apenas pra chamar a atenção. Como quando você sai pra uma balada e vê uma menina dançando no meio da pista. Você sabe que ela não está ali simplesmente porque está morrendo de vontade de dançar, ela vai ali pra ser notada.

Na terceira, foi dentro da sala do cinema. O lugar onde é mais fácil me tirar do sério. Eu adoro cinema, e quem sabe seja esse o motivo.
Um gordo imenso com pizzas debaixo do braço que deveriam feder a leite azedo senta na fila logo atrás de mim. Talvez ele não fosse tão ruim assim, mas na situação pintei-o um monstro.
Mais parecia um leitão chafurdando no saco de pipoca. E foi assim o filme todo. Será tão difícil fechar a boca pra mastigar?
Neste exato momento estou formulando uma teoria sobre os gorduchos barulhentos, quem sabe acabe em um texto.
Mas, o importante é que ninguém tem o direito de estragar a sessão de cinema alheia.

Como eu tenho um grande problema em terminar textos e deixei esse de lado, de um dia para o outro. Acabei voltando com mais algumas potenciais histórias.

No meio do corredor do shopping, uma trupe de jovens senhoritas ruidosas conversando a 5m de distancia uma da outra. Chamar aquilo de conversa é sutileza de minha parte. Uma grande algazarra.
Crianças subindo uma escada rolante que desce e eu torcendo pra que um pequeno acidente acontecesse. A garçonete do bar conta a história de um bebê de 3 anos que tinha caído da mesma escada alguns dias antes. Pensamento positivo.
Se barulho de adulto que eu suporto já me incomoda, figurem barulho de criança, que eu detesto.

É .. eu só imagino quando eu envelhecer. Ainda mais.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

pensamentos nostálgicos

Definitivamente, eu nasci na época errada.
Ah, o glamour dos anos 40, os carros de 60, as músicas de 70.
E eu, fui nascer só na década de 80.
Tudo bem, ainda posso dizer pros meus irmãos que eu nasci na década do DragonBall, Jaspion, Castelo-Rá-Tim-Bum, Chaves e Chapolin, que eu tinha um Pogobol, pulava corda, comia MiniChicletes, ... e ainda posso deixá-los com inveja se disser andava de bicicleta na rua sem medo.
Mas, não é de nostalgia que se vive.
É claro que aprecio a tecnologia, a agilidade e praticidade dos tempos atuais, tanto que estou aqui blogando, mas não gostaria que tudo se resumisse a música pop, carros elétricos silenciosos e tigronas baladeiras e pegadoras.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

fechado para balanço

.. até segunda ordem

afinal, eu escrevo mal
e ninguem acessa ..